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TÊTE-À-TATI COM ILAN BRENMAN


Nesta última Feira do Livro de Porto Alegre tive a oportunidade de conhecer um dos mais importantes escritores de livros infantis do Brasil, Ilan Brenman,de quem eu já era fã. Com mais de 60 títulos publicados por inúmeras editoras, Brenman consegue captar muitas situações do cotidiano, vividos por nós pais, e transformar em histórias engraçadas e divertidas, como em “Até as princesas soltam PUM” e o seu mais recente título “Enganos” .



Escritor de contos, recontos e histórias do cotidiano,descobriu ainda na faculdade de psicologia que queria mais do que ouvir, queria contar, se descobrindo autor desde então. Seus livros já ultrapassaram as fronteiras e hoje já são publicados em diversos países como: Dinamarca, Suécia, Itália, França, Espanha, Coreia, México, Polônia e China.
Além de suas publicações, compartilha de suas reflexões em uma coluna mensal na Revista Crescer e mantém boletins semanais na Rádio CBN. Ah! E ainda percorre o mundão dando palestras e participando de debates sobre temas contemporâneos nas áreas de cultura, família, literatura e educação e foi em uma destas brechas, entre uma viagem e outra que conseguimos conversar.


T- Como foi a sua infância?
Tive uma infância muito rica de fantasia, sempre gostei de criar mundos imaginários, podia passar horas sozinho e ao mesmo tempo muito bem acompanhado da minha imaginação.

T- Quando começou o seu interesse em escrever para as crianças Qual foi a primeira obra?
 O interesse nasceu quando tive a primeira experiência profissional com crianças pequenas, foram elas que me estimularam a contar e a inventar histórias. O meu primeiro livro infantil de ficção foi : O Pó do Crescimento, Wmf.

T- Em um mundo onde a tecnologia esta cada vez mais presente, como vês o espaço dado a literatura infantil no contexto cultural?
Quanto mais tecnologia mais precisamos do silêncio do papel e do poder transformador da literatura infantil. Não há no mundo suporte eletrônico que substitua o vínculo proporcionado pelos livros de " carne e osso."

T- Escreves contos, recontos e narrativas do cotidiano. Com qual mais gostas de trabalhar E qual te dá mais trabalho?
 Adoro todos os gêneros e todos me dão muito trabalho.

T- Quantos livros escritos para crianças até o momento? Quais os mais vendidos? Quais os mais queridos por ti?
São mais de sessenta livros publicados. O mais vendido é o " Até as princesas soltam pum." (brinque.Book).
Gosto de todos eles, mas os leitores têm suas preferências.

T- Como são escolhidos os ilustradores das histórias? Qual o ilustrador que mais ilustrou os teus livros?
Quando termino uma história já tenho na cabeça o traço que quero para ilustrar o livro, a partir disso começo minha busca.
A Ionit Zilberman é a ilustradora com qual tenho mais títulos publicados.

T- Noto uma diferença no tipo de ilustração dos recontos em relação aos demais, me parecem mais sérias. Porque?
Os recontos são histórias ancestrais e por isso pedem uma ilustração mais pesquisada.

T- Recentemente foi lançado a continuação do seu premiado livro “Até as princesas soltam pum”. “O livro secreto das princesas que soltam pum”. Como foi este insight?
Há anos os leitores me pediam a continuação, um dia veio o insight e fui correndo para escrevê-lo.

T- Viajas o Brasil inteiro. Com vês a infância brasileira?
A infância é muito parecida no mundo inteiro, crianças querem: brincar, sonhar, comer, dormir, estar com os pais, elas sentem medo, têm pesadelos, gostam da natureza, aprontam de vem em quando, adoram correr, pular, girar, riem sem parar, choram de vez em quando, gostam de carinho, odeiam castigo....


TÊTE-À-TATI::

LIVRO: mergulho
ESCREVER: viver
PUM: universal
INFÂNCIA: poesia
INSPIRAÇÃO: trabalho
ARTE: viver
MARCANTE: ser pai
DE ESCRITOR PARA LEITORES INFANTIS: Leiam, leiam e leiam
DE PAI PARA PAIS: Leiam para seus filhos.

TÓIN - ESPETÁCULO PARA BEBÊS







Sabe aqueles espetáculos que a gente se encanta só em saber da proposta? Assim foi a minha relação com o espetáculo Tóin!

Então para saber um pouco mais e melhor conversei com a diretora geral do espetáculo Jussara Miranda. 



T - Como surgiu a ideia do Tóin? Como se formou o espetáculo?

JM - Surgiu em 2009 por conta da minha pesquisa de mestrado (inclusão social e acessibilidade), realizada na região de Andaluzia (ES), em duas etapas (2009/2010). Interessada em políticas culturais para grupos de dança da cena livre, me deparei com o plano estratégico para a cultura da região, cuja palavra norteadora fixava-se no “futuro”. Futuro enquanto política cultural de transformação social! Foi dessa premissa que me ative a primeira infância como norte social de transformação de valores culturais sociais!

T- Qual o público? 

JM - A primeira infância, bebês e cuidadores (pais, educadores de escolas, avós, padrinhos, parentes próximos). 

T- Quantos artistas participam?

JM - Seis: quatro bailarinos, um diretor geral (eu, Jussara Miranda) e um diretor artístico (Diego Mac).

T- Vocês trabalham com um público bem carente de atividades lúdicas, afinal prender a atenção de 0 a 3 anos é quase uma missão impossível. Como se dá esta interatividade? 

JM - Não considero uma missão impossível e sim, possível (como demonstra), visto que os estudos da neurociência comprovam que os “pequenos” são objeto de estudos como personagens criativos e cognitivos potenciais. Receptores e transmissores de novos conceitos culturais. A pequena infância é público potencial, foi daí que parti para “emergir” este público carente por atividades lúdicas originais.

T- No universo destes pequituchos o medo do desconhecido (luz baixa, som alto, máscaras, movimentos bruscos), muitas vezes tornam-se um bloqueio para a curtição. Como vocês lidam com isto? 

JM - Os fatores “escuro”, “som alto”, “máscaras” e “moimentos bruscos” fazem parte da vida moderna e pertencentes a nova era, ao meu ver, devem ser tratados como fatores de interlocação com as causas a serem tratadas, enquanto efeitos tecnológicos de naturais. O medo do escuro, sons e tudo mais que “antes”, atuassem como efeitos assustadores para a primeira infância, devem ser tratados como “efeitos” naturais dos novos tempos. Como uma pedagogia “contra medos naturalizados. Tóin trata de uma pedagogia moderna, orientada as formas da nova era. 

T- Como é a participação dos pais no espetáculo?

JM - Quando pensamos em “pais”, protagonistas da nova geração atenta a cultura de novos e outros valores, logo penso em valores da nova geração. Geração de pais com poder de fruição, de crítica e de valorização cultural. Falamos da primeira infância renovada e com valor de fruição. Nunca penso em gerações traduzidas em valores de fácil assimilação. 

T- Quem se comporta mais? Pais ou filhos?

JM - Pela nossa experiência, cuidadores, sempre se apresentam como fiéis aprendizes no sentido de replicar os conteúdos da Oficina, bem como incentivadores da apreciação do espetáculo. Quanto aos bebês ou crianças da primeira infância (de 0 a 3 ou mais), desfrutam com plenitude.
Há pais que interpelam: dizendo que o filho dormiu, ou chorou, ou teve medo do escuro, o que é muito normal e faz parte da experiência. Se o bebê chora, dorme, mama ou..., durante o espetáculo ou durante a oficina, está de alguma forma recebendo impulsos cognitivos dos seus cuidadores e incentivadores, conteúdos que replicarão em sua vida, de alguma forme. Sempre positivamente.

T- . Onde podemos assistir ao espetáculo? Já tem agenda? 

JM - Tóin é uma experiência nova e focada no seu público de forma descentralizada, bem por isso é demandado por vários setores (culturais e educativos) diversos, não pautamos por uma agenda fechada. Enquanto proposta, ainda estamos nos enquadrando as demandas atuais, e “tentando” (várias)
para entender à multiple demanda, que é de um potencial sócio cultural ainda em processo.



ENTREVISTA - RODRIGO PRATES (ZUANDO SOM)



Sabe aquela musiquinha que não sai da cabeça depois que a gente escuta? Assim foi depois que escutei "Medo de princesa" do Zuando Som. 

Então fui atrás do idealizador do projeto o músico, compositor e Bacharel em Letras Rodrigo Prates e conversamos um pouquinho.






Idealizado em 2004 o Zuando Som já gravou quatro CDs e foi indicado ao Prêmio Açorianos em 2011 pelo CD que acompanha o livro "O Velho dos Cabelos de Mola" (WS Editor) e em 2014 "Fé e Pé" foi indicado na categoria "Melhor CD Infantil". Em 2010 foi contemplado com dois Editais do Ministério da Cultura para a realização do projeto"Histórias Cantadas da Infância dos Mestres Griôs" (www.culturadigital/historiascantadas) e para a gravação de um clipe no Ponto de Cultura Odomode Tambor em homenagem ao Dia da Consciência Negra (Youtube/zuandosom) com a participação de Mestres Griôs e algumas escolas municipais de Porto Alegre.




T - Como surgiu o Zuando Som? E o porquê do nome?

RP - O Zuando Som teve seu início em 2004 depois que recebi um convite de uma escola infantil para promover encontros de música com as crianças. Neste ano, meu filho mais novo estava com quatro anos e eu já havia escrito algumas histórias com canções para ele. O nome veio depois que percebi o que tinha criado. Acho que um ano depois aproximadamente tive a ideia do nome. Precisava chamar aquilo tudo que estava criando de alguma coisa. Então preferi fazer uma bagunça com o nome. Pensei em Zoando Som, mas preferi a grafia errada e apostei em Zuando Som.

Achei mais divertido e provocador.



T- Quem faz parte do grupo? 

RP - Muitas pessoas queridas já passaram pelo projeto neste tempo todo, mas hoje em dia o Zuando Som conta com o apoio de músicos do Sul e de São Paulo.

A Paula Cardoso, minha namorada e produtora, faz toda a parte de negociação com escolas, feiras de livros, Sescs, teatros, projetos e afins.



T- As letras são bem divertidas, falando de medos, convivências, sentimentos e brincadeiras. Quem as compõe e de onde vem a inspiração?

RP - As letras são todas compostas por mim. Sou o idealizador e compositor do Zuando Som. As ideias aparecem através da observação das crianças, da impressão que tenho do mundo dos que chamamos de adultos e da leitura de autores como Manoel de Barros e Millor Fernandes, por exemplo.


T- O Zuando está há 10 anos no mercado. O que notas de mudanças comportamentais das crianças de ontem com as crianças de hoje? Como vocês se adaptam as mudanças de gosto e ritmo de cada época?

RP - As crianças mudaram como tudo tem que mudar. Amo as mudanças! Não sou do tipo que acha que as coisas estão piorando. Se compararmos a nossa época com a Idade Média poderemos observar a evolução das pessoas no lúdico e no afetivo.

Na hora de compor não penso como uma criança, mas como um adulto com saudades da pureza da infância. Sou um romântico!



T– "O Velho dos Cabelos de Mola" é um livro CD. Quem escreveu a história?
RP - A história é do Walmor Santos sobre a minha ideia. E escrevemos juntos 12 das 16 canções, as outras 4 já tinha comigo.



T- 4 cds no mercado, muitos shows Brasil a fora, 2 indicações ao Prêmio Açorianos de Música. De onde saíram, para onde vão? Quais os novos planos?

RP - O plano é conquistar o Brasil. Sou ambicioso, mas sei das limitações e sonhos. Quero levar assuntos que ainda não foram abordados na canção infantil.


T – Onde podemos escutar? Quais os próximos shows? 



AGENDA:



20.10. 2014 - Escola Sinodal Tramandaí / RS - oficina com professores
25.10.2014 – 14h - Saraiva Shopping Moinhos e 16h - Book Lovers Kids Praia de Bellas (POA)
27.10.2014 - Escola Sinodal Tramandaí / RS
01. 11.2014 – Livraria Saraiva Praia de Bellas (POA)
16.11.2014 - Feira do Livro de Porto Alegre



TÉT A TATI COM Rodrigo Prates:

Desenho animado que mais curtia quando criança? Desenho...claro que os Thundercats! !!

Mania de criança que nunca perdeu? Sonhar acordado.
O que faria se voltasse a ser criança? Todo adulto é uma espécie diferente de criança. A gente só precisa crescer para saber disso.



CLIP medo de princesa: 





T de TATI entrevista TIAGO RODRIGUES da ORQUESTRA VOADORA




"Pequenos e a Orquestra, O que? Orquestra voadora? Sim....
sim..... Orquestra voadora, aquela que nos faz levantar voo, 
que nos faz pular de alegria, bem tri"...

E assim começa um diálogo...mostrando um vídeo para uma pequena agitadora...

É realmente pura emoção...


Então fui atrás e conversei com Tiago Rodrigues um dos mentores da Orquestra Voadora. Uma Banda Orquestra pra lá de bacana que agita por enquanto o Rio e seus arredores, mas que seria um luxo termos por aqui.





TDT -  Como começou a Orquestra Voadora? E quantos integrantes fazem parte? 

TR - A Orquestra Voadora começou como uma brincadeira. Os músicos se conheceram tocando nos blocos de carnaval de rua do Rio. Tocávamos juntos durante o carnaval e depois só no ano seguinte. Depois do carnaval de 2008, decidimos continuar nos encontrando para ensaiar mais músicas e tocar durante o ano todo. Começamos a experimentar outros tipos de música que a princípio não são do universo das bandas de fanfarra, como rock, funk, jazz, afrobeat, música do Leste Europeu, e vimos que ficava muito legal.


TDT -  O foco de vocês é o público adulto. Como começaram a tocar para as crianças?
TR - Tocando na rua temos contato com todos os tipos de públicos e percebemos que a resposta das crianças sempre é muito positiva. Além do mais percebemos que em nossos shows o público adulto se empolga tanto que acaba virando criança.


TDT - As crianças de hoje em dia tem muito mais acesso a tudo, inclusive a músicas. O repertório de vocês muda ou é o mesmo para o público infantil e adulto? Se muda... O que muda? 


TR - Muda pouca coisa. Temos a preocupação em nos aproximar do universo delas e sempre levamos um tema ou outro que elas reconheçam, como, por exemplo, a música do joguinho Angry Birds. Mas grande parte do repertório é das músicas que apresentamos para os adultos. A música é uma linguagem universal e as crianças são sensíveis à ela, independente do estilo.


TDT -  Como é feita a seleção musical?
TR - Nós brincamos dizendo que temos um repertório infinito. Estamos abertos a qualquer tipo de música, desde que soe bem aos ouvidos. O que pesa mais na escolha é se a música funciona bem com nossa formação só de sopros e percussão. Ou seja, se a melodia e o acompanhamento ficam bonitos quando tocados só instrumentalmente e sem os tradicionais instrumentos de corda, como violão, guitarra e baixo.


TDT - A animação deve ser garantida, como as crianças participam nas apresentações?
TR - O que mais atrai as crianças é a empolgação das músicas e a integração que proporcionamos durante a apresentação. O tempo todo algum de nós, quando não a banda toda, desce do palco e toca junto do público, provocando, instigando a brincadeira. A resposta é imediata.


TDT - O que a Orquestra Voadora jamais vai tocar?

TR - Não temos restrições quanto ao estilo. Só não tocaremos músicas que não mexam com as nossas emoções.





TDT -  Vocês só se apresentam no RJ, ou viajam com o espetáculo infantil?
TR - Já nos apresentamos com o espetáculo infantil aqui no Rio e em algumas cidades do interior do estado, como Friburgo, Barra Mansa e Volta Redonda. Em sua maioria, nos Sescs locais.






com todos, para todos: https://www.youtube.com/watch?v=CwEz6KJ-4Mo




Promoters e empresários...
Segue o contato da galera:  
mail: contato@orquestravoadora.com.br

produção: Michelle França – (21) 99777.4447

www.orquestravoadora.com.br



ORQUESTRA DE BRINQUEDOS



No mundo da imaginação, tudo é possível! E no mudo real muitas vezes nos sentimos dentro de um livro de histórias. Assim é para quem assiste o Projeto Orquestra de Brinquedos, criado por Yanto Laitano, que tem em sua composição os músicos: Fábio “Musklinho” Ly, Filipe Narcizo, Beto Chedid , Marina Mendo e o próprio Yanto Laitano.

O projeto traz um espetáculo com músicas inteiramente tocadas por instrumentos de brinquedo – guitarra, baixo, piano, trompete, acordeon e sinos – com versões de músicas conhecidas em arranjos divertidos, inusitados e criativos. Vestidos como soldadinhos, os músicos fazem a gente se sentir em um verdadeiro mundo de sonhos.





O Trenzinho do Caipira (Villa-Lobos), Alecrim, Marcha Soldado, o tema da Nona Sinfonia (Beethoven), Imagine (John Lennon), e outras composições conhecidas do público de todas as idades, em divertidos e criativos arranjos fazem deste espetáculo um momento para papitos e filhotes terem juntinhos um momento de pura curtição.



A Orquestra já se apresentou 
em temporadas no Natal Luz de Gramado, no Barra Shopping e em diversos outros locais. Estamos aguardando ansiosos pelo próximo espetáculo.

Atenção produtores a Orquestra se apresenta em eventos como festivais e feiras do livro e pode ser contactada pelo face: https://www.facebook.com/orquestradebrinquedos




Confiram a entrevistinha que T de Tati fez com Yanto Laitano.


T - Como surgiu a ideia?
Y - Um dia eu entrei em uma loja de instrumentos musicais e eu vi uns sinos musicais. Era um jogo de oito sininhos, cada um afinado em uma nota diferente da escala musical. Me dei conta que, se eu tivesse 4 músicos, cada um com um par de sinos, dava pra tocar melodias interessantes. E dava até pra tocar com o grupo em movimento! Do lado dos sinos tinha uma bateria de brinquedo, então pensei que poderia ter um quinto musico que fizesse a parte do ritmo, pra ter um acompanhamento. Depois fui reunindo outros instrumentos, guitarra, piano, baixo, gaita, tudo de brinquedo mas que dava pra tocar de verdade.


T - Tem alguma coisa a ver com o CD do Pato Fu música de brinquedo?
Y - Olha, eu não conheço muito esse projeto do Pato Fu, mas sei que é bem legal. Só escutei uns trechos no rádio mas nunca parei pra escutar e analisar. Então não posso dizer de se tem a ver ou não mas acho que é bem diferente.
Essa coisa de tocar com instrumentos de brinquedo é muito antiga, o Leopold Mozart (o pai, não o filho famoso) já tinha uma "Sinfonia dos Brinquedos" que é de 1700 e alguma coisa. O John Cage tem uma suite pra piano de brinquedo que é de 1958.


T - Como foram feitas as escolhas musicais?
Y - O repertório é amplo, mas Existem duas coisas básicas: 1) as músicas têm que funcionar nos instrumentos de brinquedo, 2) as músicas têm que funcionar com as crianças.
Então tocamos músicas que remetem à brincadeiras ou brinquedos, como "Marcha Soldado", "Trenzinho do Caipira" e "Yellow Submarine", cantigas de roda de domínio público como "Pezinho" e "Alecrim" e alguns clássicos como "Imagine".  

T - Como é a reação das crianças ao espetáculo?



Y - As crianças ficam hipnotizadas. E os pais também, é incrível! Já vi muito barbado chorando de emoção na platéia, hehehe. Eu toco há muito tempo, desde que tinha uns 9 anos, já participei de muitos projetos legais, mas nunca vi um projeto em que a platéia ficasse tão tocada quanto no show da Orquestra de Brinquedos.






http://www.youtube.com/watch?v=qjugLTW1UKc


Direção e Arranjos: Yanto Laitano
Músicos: Yanto Laitano, Fábio “Musklinho” Ly, Filipe Narcizo, Beto Chedid e Marina Mendo
Figurinos (criação e confecção): Daniel Lion
Fotos: Lu Delacroix


PROJETO INFÂNCIAS


Imagine ter um rio como quintal ou morar no meio do sertão?

Já imaginou deixar o seu filho engolir um peixinho vivo ou brincar com um facão?

Não? Mas, esta é a realidade de muitas crianças espalhadas por este Brasilzão! E não precisamos ir  muito longe, é logo ali, basta mudar de bairro, basta mudar de cidade, basta mudar a realidade em que este pequeno cidadão esta inserido.
O Projeto Infâncias nos aproxima destas diferentes realidades, registrando os diversos “quintais” espalhados pelo nosso país. 


Conversei com Gabriela Romeu, uma das idealizadoras do Projeto Infâncias.




T- Como surgiu o Projeto Infâncias? Quem faz parte?
G- O Infâncias é um projeto que vem sendo gestado em mim há algum tempo. No jornal Folha de S.Paulo, onde sempre trabalhei na área da infância, fiz muitas reportagens que falavam da vida das crianças. Eram reportagens em que buscava dar voz às crianças e mostrar a diversidade das infâncias. Esse era o trabalho que mais fazia meu olho brilhar no jornal: conhecer o Brasil e a infância brasileira. E o Infâncias vem um pouco daí. Há alguns anos, conheci amigos ligados à cultura da infância (Renata Meirelles e David Reeks) e que me inspiraram e motivaram a seguir com força nessa estrada. Atendi a um chamado bastante forte. Chamei a jornalista Marlene Peret, que é especializada em empreendedorismo social e já viajou muito pelo país, a embarcar nessa viagem. Juntas, idealizamos o Infâncias, que tem a parceria de Samuel Macedo, um fotógrafo com olho de menino, que é nosso grande parceiro de viagem. O projeto nasceu num 2 de fevereiro de 2012, dia de Iemanjá, que nos abre os caminhos pelas estradas das infâncias do país e fora dele.

T- Com ele é viabilizado?
G- Há um investimento nosso nas viagens – é difícil o financiamento de pesquisa no Brasil, infelizmente. Os resultados do projeto são feitos por editais, leis de incentivo e outras parcerias. No percurso de dois anos, montamos um exposição itinerante chamada Infâncias, publicamos uma série de reportagens no jornal Folha de S.Paulo, estamos finalizando o curta-metragem Meninos e Reis, sobre a infância e o reisado no Cariri cearense com recurso de um edital, e vamos lançar dois livros.






T- Como vocês mapearam a infância no Brasil?
G- Poxa, acho que uma vida inteira não bastaria para conseguir mapear as infâncias brasileiras. Nesses últimos meses, visitamos quintais do Brasil, conhecemos diferentes realidades infantis, tentamos entrar no universo das crianças e convidá-las a nos contar um pouco sobre seu universo e mostrar seus saberes e fazeres. As crianças nos receberam com uma generosidade do tamanho de sua sabedoria…
T- Como chegam a estes diferentes quintais? Como é feita esta aproximação?

G- Um pouco pelo nosso desejo de conhecer lugares e infâncias, um pouco pelos contatos que temos pelo Brasil afora. Visitamos comunidades extremamente acolhedoras e generosas e só temos muito que agradecer a todas elas. No caminho, encontramos pessoas que são nossos “guias” e nos ajudam muito a achar a melhor trilha para as infâncias brasileiras.


T- Vocês sempre levam uma mala com objetos da infância dos lugares visitados. Esta mala é compartilhada com as crianças? Existe uma troca entre vocês e as crianças na maneira de brincar?

G- O percurso de um projeto é muito dinâmico. Começamos com uma mala, levando objetos e outros apetrechos, mas no caminho ela ficou pesada demais. Não temos carregado essa mala – mas sua pergunta me fez pensar se não é o caso de voltar com essa ideia… O que temos feito bastante é um intercâmbio de histórias – as crianças nos contam muitas – e isso é sempre interessante e riquíssimo.




T- Lugares, realidades, brincadeiras. Como é a relação dos pais com seus filhos na arte de brincar?
G- O que mais percebo é que os adultos pouco sabem sobre as crianças. É comum chegar a um lugar e perguntar aos pais e professores o que as crianças fazem ali – e essa pergunta não remete somente ao brincar, já que o Infâncias tem uma busca em registrar o cotidiano e o imaginário infantil. Geralmente, eles não fazem ideia da sabedoria das crianças e do seu rico cotidiano. Lembro-me de um filme que passou recentemente numa mostra incrível em São Paulo – Ciranda de Filmes. É o clássico “O Pequeno Fugitivo”, que traz uma infância dos anos 50 pelas ruas de Nova York (sim, as crianças tomavam os quarteirões!) e conta as aventuras do pequeno Joe – aventuras essas que a mãe nem faz ideia. Mas, claro, há muitos adultos sensíveis ao universo das crianças e que estão sempre por tempo, não tutelando, mas permitindo que as crianças possam ser… crianças!


T- A importância do brincar é reconhecida em todas as regiões?
G- Não, e isso nem nos grandes centros urbanos nem no interior do país. A diferença é que há lugares em que as crianças têm mais oportunidades para viver a infância como uma experiência plena, rica. E pode acontecer num quintal da cidade ou num quintal-rio do interior do país. Vejo muitos paradoxos. Por exemplo, estamos voltando de uma viagem da região pantaneira, um lugar de beleza de tirar fôlego. Passamos por uma escola que fica às margens do rio Paraguai, que traz uma brisa incrível. Um ribeirinho nos disse: “Ser pantaneiro e ter o vento norte no peito". "Está sentindo?”, seguiu perguntando enquanto tomava seu tererê. Sim, estava sentindo. Enquanto isso, as crianças pantaneiras tinham aula numa sala abafada, com janela diminuta… Se a escola não se conecta com o lugar onde está inserida, como vai se conectar com a infância e sua linguagem mais genuína (o brincar)?







T- Conhecer o brincar das mais diferentes formas, nas mais destintas realidades faz com que o Projeto Infâncias tenha um material único. De que forma este material é divulgado, como chega ao grande público?
G- O Infâncias não é um projeto sobre o brincar, sabe? Como coordenei o projeto Mapa do Brincar (www.mapadobrincar.com.br) e fiz a curadoria da exposição Trilhas do Brincar com a Renata Meirelles, fiquei muito voltada ao tema nos últimos anos, desde 2009. Nos últimos dois anos, produzimos vários pequenos documentários para a exposição Trilhas do Brincar também. Vamos caminhando-viajando e ajustando nosso foco. Nosso desejo é mostrar os cotidianos e os imaginários infantis, trazer histórias de meninas e meninos pescadores, boiadeiros, caçadores, remadores e muitos outros – assim como temos trazido na série Quintais, publicada na Folhinha - http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2014/04/1439281-criancas-cacam-e-domam-jumentos-no-sertao-do-ceara.shtml. Mostrar a criança como protagonista em seu cotidiano, em seu quintal. Bem, sobre chegar ao público, estamos batalhando bastante para conseguirmos recursos para finalizar e distribuir esse material – tanto nas comunidades envolvidas como em outras escolas e cidades.






T- Futuros projetos?
G- Estamos agora trabalhando na finalização de materiais - um filme e dois livros. Também estamos empenhados em fazer uma série de documentários com nossos registros audiovisuais. E seguimos viajando, agora alcançando as fronteiras do país. Te respondo esse e–mail de Corumbá (MS), onde visitamos a fronteira com a Bolívia. Queremos muito visitar os quintais de outros países…






Gabriela Romeu é uma jornalista especializada em produção cultural para a infância. Há 14 anos escreve sobre e para crianças no jornal Folha de S.Paulo, onde editou o caderno Folhinha e produziu diversas reportagens sobre as realidades infantis do Brasil. Atualmente escreve crítica sobre teatro infantil para o Guia da Folha, indica produções culturais (livros, peças teatrais, exposições etc.) para crianças na coluna Eleitos da revista Sãopaulo e publica mensalmente no caderno Folhinha a série de reportagens Quintais, que trata sobre o cotidiano, o imaginário e o brincar das crianças em diferentes cantos do país. Foi uma das idealizadoras e coordenadora do projeto Mapa do Brincar (www.mapadobrincar.com.br), vencedor do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo e do Prix Jeunesse Iberoamericano. Crítica de teatro infantil, é membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e jurada do Prêmio Femsa de Teatro Infantil e Juvenil. Em parceria com a antropóloga Elizabeth Rodrigues da Costa, é coautora do livro Tutu-Moringa – História que Tataravó Contou (Companhia das Letrinhas), que recebeu o selo Altamente Recomendável da FNLIJ. É cocuradora da exposição Trilhas do Brincar (Sesc Santos, Sesc Santo André e Sesc Araraquara), que reuniu a pesquisa do Mapa do Brincar e depois do Infâncias, entre outros projetos. É uma das idealizadoras do projeto Infâncias (www.projetoinfancias.com.br), que está documentando a vida das crianças em diferentes lugares do país. 

 (fotos: Samuel Macedo e Gabriela Romeu)


www.projetoinfancias.com.br

ENTREVISTA - COM ZÚ ESCOBAR AUTORA DO LIVRO " O INCRÍVEL MUNDO DOS NINUYS"

Em meio a muito chá gelado e cheesecake de amoras conversei com uma das escritoras do Livro Infantil “O Incrível Mundo dos Ninuys”, um livro sensacional que recentemente participou Feira do Livro Infantojuvenil da Bologna e no ano passado da Feira do Livro de Frankfurt.



Num bate-papo bem gostoso, digo bom mesmo, daqueles que a gente não sente o tempo passar, Zu Escobar me contou um pouco sobre os seus projetos, mais especificamente sobre a concepção do livro ao lado do marido Antonio Navarro.

T – Como surgiu a ideia do livro?

Z- Primeiro vieram os personagens e suas histórias, depois veio a história propriamente dita. Adoro dar apelidos e inventar nomes, só o Navarro então têm diversos, e um deles, que fala mais do seu lado infantil e macio é o Niri. Muitos dos personagens criados tinham em comum essa maciez e daí surgiram os Nínuys.


Uma vez conversando com um amigo que também trabalha com cinema, sobre os diversos apelidos e os diversos personagens criados, surgiu a ideia de fazer um livro e misturar todos aqueles seres imaginários.


A princípio parecia loucura, mas da forma em que fomos costurando, nos demos conta de que cada personagem se conhecia e que era indispensável para aquela história.

T – Como é o Mundo dos Ninuys?

Z- O Mundos dos Nínuys é um mundo paralelo ao nosso, habitado por seres que se dividem em duas funções: fabricar a matéria-prima responsável pela maciez dos nossos bebês e comer Espinhus, que são gerados pelos adultos através de sentimentos como ódio, inveja e incompreensão (entre outros), mantendo dessa maneira, certo equilíbrio no nosso planeta. Mas o problema é que os adultos estão produzindo cada vez mais Espinhus, e os Nínuys não estão dando conta de tanta comida. Com a situação cada vez mais crítica, três crianças são escolhidas para ajudá-los a conseguirem uma informação que será capaz de resolver o problema. Ao aceitarem a missão, Débora, Nicolinos e Doroteia embarcam em uma aventura que rompe os limites do que é fantasia, sonho e realidade e se envolvem em situações extraordinárias.

 

T- Podemos dizer que a cada dia a nossa sociedade esta cada vez mais cheia de Espinhus. O que nos traria a maciez?

Z-  Por causa do stress, da correria do dia-a-dia, poluição, má alimentação, estamos gerando cada vez mais Espinhus. E também quando machucamos alguém, seja verbalmente ou fisicamente, deixamos um Espinhus nessa pessoa. Esse Espinhu pode ser retirado com um pedido de desculpas, com uma conversa. Se não nos damos conta que deixamos esse Espinhu, ele vai continuar ali, machucando por um longo tempo.


Acredito que o que nos traz a maciez é o amor, o saber conviver, respeitar o espaço de cada um. Saber que não estamos sozinhos no mundo, mas que fazemos parte dele, como uma grande comunidade.
Um bom dia, um boa tarde, um muito obrigada, um sorriso, estes pequenos detalhes já deixam os nossos dias mais macios. Acredito na energia das coisas, se existe entrega, doação, não tem como cultivar Espinhus.

T – No livro, três crianças são chamadas para tentar resolver o problema no Mundo dos Ninuys. Você acha que as crianças são a solução para o problema?

Z- Acredito que sim, elas são a nossa esperança. Mas, para isto os pais precisam ajudar seus filhos a construírem valores essenciais para um bom convívio, a saberem fazer o bom uso das palavras. Podemos falar a mesma coisa sem machucar. Pensar antes de falar já é um bom começo. E não podemos esquecer dos adultos. Eles são a princípio os que tem consciência para fazer a mudança do que está errado. Acredito que é uma união de fatores e todos tem como ponto inicial o amor.

T – O livro é escrito por ti e pelo Navarro. Como é este processo criativo a 4 mãos?

Z- É mais ou menos assim... Um dos dois cria os personagens com suas características e histórias. O que podemos chamar de os ingredientes da massa... Depois o outro abre essa massa. E a partir daí, vamos trabalhando em conjunto, trocando ideias e discutindo as situações criadas e para onde elas vão ir.

 

T- Algum novo projeto?

Z- Na verdade temos muitos, praticamente todos infantis, alguns sendo produzidos, outros já em captação e outros ainda no plano da imaginação. Os Nínuys terão uma continuação, que já começamos a escrever.  A previsão de lançamento deste livro é a princípio para 2016. Temos um espetáculo teatral chamado As Tias Feias, em captação de recursos, que tem como enredo base situações que onde as crianças lidam com seus medos, inseguranças e o valor da amizade. Já O Esquadrão Fura-Bolo é mais um livro que está sendo escrito e que conta a história de crianças que possuem características diferentes e tratam essa características como super-poderes.

T- Noto que em todos os projetos de vocês existe sempre muito sentimento envolvido. É uma preocupação?
Z- Não é uma preocupação, mas a maioria das criações inconscientemente tem valores positivos agregados. Plantando essas “sementinhas”,  acreditamos colaborar para que o mundo tenha mais amor, respeito e solidariedade.


O Incrível Mundo dos Nínuys, dos autores Antonio Navarro e Zu Escolar, lançando em 2013, foi traduzido para o inglês e já participou da Feira do Livro de Frankfurt (outubro/2013) e Feira do Livro Infantil de Bologna (março/2014). Voltado para crianças de 8 a 11 anos, o livro aborda de forma alegórica os sentimentos humanos e a relevância do afeto nas relações. A narrativa pretende despertar nas crianças o desejo de estabelecerem uma convivência baseada no amor, no respeito, na solidariedade, além de uma consciência ecológica e social.

SOPA de FLORES

Sopa de flores, uma brincadeira que toda criança curte fazer! # tdetati   # sopadeflores   # kidscrafts   # flowers   # brincadeirade...